A transição para Mercúrio se deu de maneira mais equilibrada e agradável. Os corpos materiais que anteriormente abrigavam os códigos celestiais (espíritos) Yahloz já não podiam acompanhar o desenvolvimento espiritual, cognitivo e intelectual da consciência dos habitantes com um todo. Havia uma discrepância entre a extensão da Investida espiritual e a capacidade genética dos aparatos materiais (corpos), o que fazia com que cada indivíduo permanecesse quase que o dobro de uma vida corpórea em uma vida puramente espiritual, produzindo uma continuação meramente etérea de uma encarnação que, a princípio, deveria ser totalmente vivenciada em um aparato material. Os indivíduos viam seus corpos falecerem, se desgarravam da matéria, mas prosseguiam vivendo em espírito e mantinham a capacidade de interagir com outros viventes, fossem os que ainda estavam agarrados aos corpos ou os que haviam desprendido o espírito, mas não encerraram as Investidas. Essa dissonância entre matéria e espírito caracterizou a transgressão da energia etérea sobre a matéria densa, assim como a elevação da espécie para um novo nível evolutivo e vibratório. A partir do momento em que este fenômeno passou a ser genérico, ficou evidente que os Yahloz não precisariam mais de um corpo denso para viverem, interagirem e seguirem na caminhada evolutiva. Ao passo que o planeta em que habitavam se tornou pouco agradável para uma vida puramente espiritual, de complexa codificação arquetípica e alta carga vibratória. Eles precisavam de corpos sutis e atmosferas ricas em nutrientes atômicos e radioativos. Foi quando iniciaram o processo de colonização e adaptação a Mercúrio, fundando Prismazzy, que devido à proximidade com o Sol, se mostrou um paraíso celeste, perfeito para suprir as necessidades energéticas da nova forma de existência da raça Yahloz. Que a partir de então passou a se identificar também como Prismazzyans.
Porém, quando os Primeiros Yahloz chegaram a Mercúrio, orientados por seus parentes mais evoluídos, os Yhozz, o planeta não tinha qualquer predisposição para servir de lar para consciências agarradas a tempos lineares, como ainda era o caso dos novos habitantes - pois o movimento do corpo celeste em torno da estrela era altamente instável -, assim como os Yahloz tampouco estavam dispostos a voltarem a se interligar a uma contagem temporal que não fosse espiral, já que, uma vez estabelecidos em formas sutis, desejavam usufruir da capacidade de fluidez de movimentos que somente a existência espiritual pode permitir. Assim, arquitetaram o arquétipo do *Cazzaxy, a única matéria-prima que precisariam para construírem as estruturas de ocupação, habitação e adequação ao novo lar planetário. Plantaram nos pontos estratégicos da superfície do planeta as Sementes Fundamentais da árvore que geraria os preciosos e maleáveis frutos que serve de matéria-prima para todas as construções, vestimentas, equipamentos e aparatos de toda e qualquer natureza existentes em Prismazzy. O segundo passo era utilizar de todo o conhecimento alquímico, arquetípico e arquitetônico desenvolvido pela espécie para deflagrar as utilizações dos frutos do Cazzaxy, os Cazz, e a partir dele estruturar a superfície do planeta para receberem conjurações arquitetônicas arquetípicas e criarem, como prioridade, a barreira de proteção na atmosfera Mercuriana para que nenhuma outra Raça que não fosse co-irmã dos Yahloz desconfiasse que naquele planeta remoto, orbitante de um Sol da periferia da Via-láctea, estava sendo estabelecido o lar de uma das mais elevadas consciências do aglomerado estrelar.
Assim, foi criado o Hegyduz, um espelho que mantinha o aspecto de Mercúrio como sempre fora, com aparência de uma gigantesca bola de ferro cratereada, enquanto a superfície e o interior do corpo celeste eram fragmentado em centenas e milhares de frações dimensionais passíveis de receberem ocupação Prismazzyan. Essa proteção primeira permitiu que cada um dos habitantes daquele pequeno Universo planetário tivesse espaço, estrutura, acesso à informação e ao conhecimento e liberdade para interpretar e participar da criação do novo mundo, garantindo que o ato de existir em Prismazzy se transformasse num privilégio e uma escola onde futuros guardiões Multiversais são formados e preparados para atuarem no Cosmos.
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