terça-feira, 15 de outubro de 2019

Capítulo V - ARTIFIXZYM - PARTE II


A partir de então começam as hierarquias incontornáveis. A cada vinte Encarregados, seleciona-se, democraticamente, um Zelador. A cada cinquenta zeladores, elege-se um Intendente. A cada quinze intendentes, um Ministro. Dentre todos os ministros, um primeiro ministro. Que é a entidade Adnuzzy de maior carga de responsabilidade pública Prismazzy. Uma função temporal linear, a única no planeta, que não pode ser exercida por longos momentos espirtais pelo alto nível de desgaste psicológico e espiritual.

Após uma eventual passagem como Primeiro Ministro, um indivíduo pode escolher o exílio temporário - que é o que geralmente acontece - onde poderá se recuperar sem ter acesso à informações sobre os acontecimentos intra-planetário. Os destinos mais comuns são Hágora ou Cigatah, onde, além de se afastar das questões domésticas, podem entrar em contato com indivíduos de milhares de outras orbes dimensões, o que ajudará a fazer com que assuma novas perspectivas para a sua Investida.

O motivo pelo qual as funções de alta hierarquia Adnuzzy precisam de muito tempo para serem abstraídas é porque carregam em si o peso do poder. Algo que, se para um indivíduo de dimensões densas pode ser valioso e até perseguido, aqui é visto apenas pelo que é, preocupante e corrosivo. Ter poder em Prismazzy é carregar em si o peso direto da Investida de toda uma raça. Em outras palavras, é um estágio  denso dentro de uma Investida sutil e por isso, uma experiência desagradável, quase que invariavelmente um cumprimento de karma. Por isso, neste planeta, o sistema democrático não seleciona candidatos para os cargos de Intendente e Ministro, porque numa sociedade igualitária e fraterna, não há a ilusão do ego, então ninguém se candidata ou deseja ser eleito para exerser soberania sobre seus semelhantes. Os indivíduos apontam seus escolhidos a partir do que observa em seu dia à dia. E os canditados apontados não têm a opção de recusar o cumprimento da função.
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GUIA DE CAPÍTULOS

Capítulo V - ARTIFIXZYM - Parte I

Kazaxzym tem um importância fundamental para Prismazzy a partir de um ponto de vista sociológico, pois o centro concentra os postos de trabalho de setenta e cinco por cento da população, já que os outros vinte e cinco por cento são formados por Ancyans, que não se concentram em nenhum trecho do planeta, e Crianças, que estão em fase de instrução básica, no complexo escolar de Galxtoxzym, um Vydehruz afastado da região central do planeta.

As atividades que concentram maior contingente populacional são: Procexzy - processadores e tradutores de dados coletados de outros planeta e dimensões; Artixfizym - uma atividade que encorpora o que entendemos como arquitetos, engenheiros e ambientalistas, que sempre dialoga e muitas vezes se ramifica em Agrcultz - agricultores e produtores de matérias-prima. Na verdade manipuladores de Cazzz, já que é única matéria orgânica utilizada como recurso material -, pela necessidade de uma íntima proximidade entre a prática desses ofícios, pois são fundamentais para a manutenção do equilíbrio da sutil vida Prismazzyan. Seguindo nas profissões populares: Maetruz (professores, que aqui, podem se estender para todas as áreas da Investida em Prismazzy e necessariamente se converte com as profissões que entendemos como Orientador, Terapeuta, Psicólogo, Guru) - um ofício de alta importância que só pode ser praticado por vocação e missão, não se trata de uma escolha. Por fim, Aprazzyx - que entenderíamos como médicos que aqui não se ramifica em especializações sendo todos os seus praticantes uma formação completa e aprofundada de tudo o que engloba o adoecimento, a cura, o restabelecimento e a manutenção do equilíbrio da vida dos nativos, voltando então a unificar cientistas e esotéricos numa mesma compreensão. Enquanto que os Adnuzzy, o que entenderíamos como administradores: gestores, líderes, políticos, governantes, etc. fecham as classes profissionais de maior concentração de praticantes.

Esta ultima assume uma organização muito diferente do que vê e entende como política e gestão publica em dimensões materialistas.

Em Prismazzy, toda carreira como Adnuzzy começa com a escolha de uma função pública básica, como auxiliar, curador, organizador, recepcionista, atendente, entre milhares de outras atividades tão necessárias ao maquinário das atividades profissionais Prismazzyans. Depois passa-se à função de Encarregado.
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Capítulos IV - KAZAXZYM - Parte IV

Abaixo de toda a estrutura do Vydehruz, corre um piso cristalino, todo pontuado por hexagramas de Straduz, chamado de Transytor.  Este piso se ramifica  ainda para além dos contornos do Vydehruz em grandes tentáculos, chamados de Meatuz, que oferece aos indivíduos uma passagem para o centro do Transytor, onde poderão acessar os Ahplanz  superiores. Estabelecendo uma diferença entre o solo comum de uma Dehcymanz comum de passagem e os Meatuz de acesso às Dehcymanz que foram explorada pelas construções de Kazaxzym, há uma mínima alternância de altura e uma grande discrepância na vibração e emissão de luz de cada um dos pisos apresenta, pois se trata, basicamente, de duas frações dimensionais discrepantes. Sendo, então, impossível acessar o Transytor ou qualquer Ahplanz de Kazaxzym sem utilizar o Meatuz como transporte - pois ele atua como um portal entre as Dehcymanz.

Admirar Vydehruz, Cidades, Metrópoles, Centhapur, Andaluzes, Althans - entre tantos outros nomes para o mesmo conceito de uma grande aglomeração de construções e indivíduos num mesmo espaço - é sempre uma distração interessante, independente da raça, espécie ou natureza, principalmente para alguém com o hábito de trafegar entre diferentes planetas, dimensões e corpos celestes. Tornando-se impossível não traçar comparações e identificar pontos de semelhanças arquitetônicas entre as manifestações destes variados conceitos.

Zímia, que constantemente estava fora de sua terra natal provisória (visto que em futuras  investidas ela pode vir a Nascer em corpos de outras espécies, habitante de outros planetas e galáxias, como foi o caso das tantas outras anteriores), gostava de passar algum tempo admirando as construções e paisagens Prismazzyans, porque a ajudava a compreender um pouco do próprio funcionamento cognitivo, já que as características do meio em que o indivíduo encarna costuma carregar informações que refletem o seu estágio energético. Por isso a ocorrência da atração magnética.

Quando a Lumuz observava a nuance de flutuação das construções, os diferentes padrões arquitetônicos, o brilho e a variação de cores e tons emitidos pelas construções formando uma linda dança cromática  e refletindo o padrão energético da maior parte de seus ocupantes,  transformando a paisagem em uma deslumbrante obra de arte, era algo raro de ser encontrado em outros planetas atuando e coexistindo com tanta proximidade e convergência. E sentir as diferenças atuando, uma alimentando as beneficies da outra sem, no entanto, perderem o próprio valor, fazia a essência de Zímia latejar de alegria diante das constatações. E quando a Lumuz  viu seu horizonte tomado pelas dezenas de Ahplanz suportando centenas de Elevatórios monumentais, de estilos distintos entre si, erguidos sob os conceitos de manipulação energética e apropriação tecnológica variantes, apesar de alinhados às mesmas leis de expansão. O intenso tráfego de Indivíduos entre In-surgências, variando entre andares, desaparecendo nos Straduz para voltarem a Surgir em outros pontos e níveis, ela não pôde conter a corrente de contenção por pertencer à uma raça evoluída e habitar um planeta de luz.
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Capítulo IV - KAZAXZYM - Parte III

Porém, os seres negativos não descansam nem desistem. Sabem que todo sentimento pode ser manifestado em ação e, a partir de então, por maior que seja a grandeza ética e moral de um povo, ninguém pode deixar de sentir a onda nociva que leva todos ao entendimento de que tudo tem dois lados e, talvez, o lado negativo do todo possa ser mais atraente e satisfatório, até mesmo incontornável, que o lado positivo. E bastaria que um único Prismazzyan, motivado por ideias negativas, agredisse um semelhante para que  uma onda nociva abalasse o inconsciente cristalino de todos os habitantes. E, segundo os *Callygaz (soldados representantes das mais variadas espécies planetárias que cresceram e evoluíram baseadas em propósitos negativos), para que a mudança aconteça basta que continuem tentando, tentando e tentando, incansável e ininterruptamente.

Por isso a grande aspiração dos Callygaz é ter acesso ao organismo do IC-P, porque acreditam ser este o caminho mais fácil para tornar a maldade uma resposta comum e acessível, simplificadora de questões e opção para a resolução de qualquer conflito que possa nascer no pensamento dos Prismazzyans. A partir da abertura desta bifurcação moral a propensão às ações negativas passará a ser mais um traço presente em todos os Yahloz;  não mais um acesso, um vírus de baixo poder de transmissão que por vezes assalta o pensamento de um ou outro nativo. Estabelecendo, assim, uma derrocada no nível moral e rebaixamente de frequência de um planeta de luz.

Enquanto Zímia seguia sua “caminhada” rumo ao Palahdynum, ela pôde observar a silhueta brilhante e cristalina do Vydehruz de Kazaxzym,  a grande metrópole Prismazzy. Um monumento que, visto à distância, poderia remeter à estrutura de uma árvore sem tronco, com seus vinte e um Ahplanz, cada qual ostentando a extensão de um bairro, sobrepondo-se uns aos outros e, em alguns pontos, chegando a se cruzarem, sem que, com isso, um Ahplanz afetasse ou limitasse a estrutura do outro. E todos cercados por monumentais Hahluz dourados compostos, cada qual, por centenas de Straduz, vibrando em cores variadas, que serviam de pontos de transporte alternativo entre as muitas plataformas da gigantesca estrutura. Por estar atravessando um Solar, a intensa oferta de luz fazia com que as superfícies das construções cristalinas brilhassem feito diamantes sendo banhados por um Sol âmbar. Pois, ao contrário do céu terráqueo, para os Prismazzyans o infinito do Multiverso tem a cor dourada e âmbar ao dia (tenho o próprio Sol o tom vermelho lava), laranja e coral à tarde e violeta e roxo quando atravessando o Sombraz.
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Capítulo IV - KAZAXZYM - Parte II

Ao abandonar a vista da nave, Zímia percebeu do seu lado direito uma nova materialização. A identificação a fez manter-se focada naquele semelhante e logo compreendeu o porquê: tratava-se de Vyzel, um ex-companheiro Lumuz que havia pedido retirada das missões para se tornar Insyder - profissional voltado para a pesquisa de campo cujo objetivo é coletar informações de outras dimensões, planetas entre outros corpos celestes e habitações cósmicas - pois havia se apaixonado pelo ambiente Juhpteriano durante uma missão como Lumuz.

— Vyzel — Zímia chamou, por telepatia.

Ele, que estava em momento de adaptação, se voltou para trás e revelou uma grata surpresa, quando sua áurea verde-azul assumiu um tom azul celeste:

— É Zímia! Que agradável te encontrar! — ele expressou sem precisar dizer qualquer palavra.

— Vindo de Júpter? — Zímia endagou

— Sim. Depois de meio ano Juhpteriano. Agora fico o restante deste Solar e depois volto, para coletar mais informações. Vyzel revelou.

— Saudades da atuação como Lumuz?

— Sim, por momentos, quando vejo injustiças e perversidades ainda acontecendo. Mas o novo ofício também me trás muita alegria e sapiência.

— Imagino que sim...

— E quanto a você? Cumprindo missões domésticas? — Ele questionou.

— Sim, tenho uma mais antes de nova viagem, quando voltarei à Hagorah, onde pressinto iniciar um contato *Infehry.

— Será outro Uranian? — Vyzel perguntou, animado.

— Provável que seja uma Terráquea. — Talvez seja ainda mais divertido...

— É o que espero... Mas não quero te ocupar, vejo que tem um objetivo imediato. — Sim. Vou até a minha central descarregar os dados, participar de reuniões. Depois vou para o Sombraz, Abrandar.

— Pois sim. Espero novas surpresas como essas. — Zímia confessou

— Tenho certeza de que haverão — Vyzel se alinhou.

— Saudações! — Ambos disseram e com uma breve reverência com a cabeça se despediram.

Vyzel se adiantou até alcançar os outros três companheiros que caminhavam juntos entre In-Sugências. 

Zímia retomou o objetivo que a havia levado à Kazaxzym: ir até o Palahdynum, o Complexo que concentra os trabalhos relativos ao inconsciente e à psiquê coletiva planetária para, a partir do plano geral reduzido do In-Consciente Coletivo Prismazzyan (IC-P), identificar os pontos do planeta onde estão se desenvolvendo Dyzformias: Um lampejo de negatividade ou desalinhamento moral e ético que, por vezes, pode se transmitida de um indivíduo para outro ou para um grupo através da troca de informações. Um desalinhamento que em Prismazzy dificilmente atingia mais de sete graus (numa escala que vai até trinta) pela rápida e precisa ação dos Lumuz, mas principalmente porque os in-consciente Yahloz não é terreno fértil para a desvios de conduta; pelo contrário, em geral, qualquer intenção negativa ou de natureza infratora demora muito para ser transmitida de um ser para outro, pelo entrelaçamento social estar baseado em sentimentos benevolentes. Porém caso haja transmissão de atitudes e condutas disformes essa constantemente é censurada antes que alcançasse vinte Yahloz. O que significa que mesmo que os Lumuz não atuassem de maneira tão disciplinada e incisiva, qualquer processo de rebaixamento de frequência tende a sofrer uma represália antes de virar uma ideia coletiva.
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Capítulo IV - KAZAXZYM - Parte I



Ao contrário do acesso de entrada, o acesso de saída do Portal estava rente ao chão. Quando a Zímia cruzou a segunda passagem, teve ainda de se aquietar por alguns momentos para que os seus átomos se adaptassem à nova oferta de luz. Sua aura, que em estado de equilíbrio era de um azul quase branco, agora atingia um tom alguns graus mais intensos pela exposição ao Sol.

O que acontecia a qualquer Prismazzyan durante os dias era um processo de acúmulo de energia vital, proveniente da estrela de nosso sistema. Enquanto que os humanos precisam consumir alimentos que guardam si energia para sua continuidade - numa clara lição de que tenhamos de aceitar a dependência a outras espécies e formas de vida para que possamos sobreviver e evoluir-; os Yahloz filtram dos raios solares os elementos necessários para garantirem a continuidade. Pois estes já superaram os paradigmas de dominação e poderio e não têm qualquer interesse em acumular territórios, posses materiais ou manter subalternos para contornar os impulsos de insegurança trazidos pela morte.

Poucos instantes após acessar o Solar, Zímia estava pronta e equalizada ao novo ponto de atuação. Voltou os olhos para a direção de onde havia surgido e não encontrou qualquer portal. Tampouco estranhou o fato, já que uma vez que não carregava a intenção de Insurgir de onde estava para ir a qualquer outro lugar, não teria como conjurar uma passagem.

Alguns metros à sua esquerda, avistou quatro indivíduos de diferentes espécies se materializarem. Intrigada, olhou ao alto e ao avistar uma nave triangular pairando sobre eles, entendeu: tratava-se de uma caravana intergaláctica de exploradores e pesquisadores retornando de alguma missão, pois aquela nave era da raça Yahyel, uma espécie de quinta dimensão, híbrida de humanoides, com aspectos semelhantes aos Yahloz, porém, com corpos menos sutis, de aparência mais sólida e aura menos luminosa. A pele dos Yahyel é lisa e brilhante e apesar deles não terem pelos, possuem cabelos, mas nunca com grande volume ou comprimento. Um ponto marcante da espécie é que é possível distinguir neles traços femininos e masculinos, porém, esses não carregam relação com o sexo dos indivíduos. Os olhos Yahyel são grandes, luminosos, atraentes e de coloração que varia de acordo com o ambiente e o estado de vibração do indivíduo. As narinas são incrivelmente pequenas, quase rente à estrutura da face, assim como as bocas, que apesar de variarem um pouco mais de acordo com a etnia de cada indivíduo, não chegam a se tornarem traços marcantes nos rostos. Outro ponto de distinção em relação aos Yahloz é o fato de usarem roupas: quase sempre macacões com a mesma cor da pele dos indivíduos recobrindo todo o corpo e sobre os quais, muitas vezes, alguns usam outras roupas e assessórios decorativos, porém, isso é mais comum quando estão em suas orbes natais. Resumindo, pode-se dizer que os Yahloz é a versão evoluída dos Yahyel. Pois suas similaridades se dissolvem nos efeitos que a sutilização causou no aspecto dos Prismazzyans.
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