O que acontecia a qualquer Prismazzyan durante os dias era um processo de acúmulo de energia vital, proveniente da estrela de nosso sistema. Enquanto que os humanos precisam consumir alimentos que guardam si energia para sua continuidade - numa clara lição de que tenhamos de aceitar a dependência a outras espécies e formas de vida para que possamos sobreviver e evoluir-; os Yahloz filtram dos raios solares os elementos necessários para garantirem a continuidade. Pois estes já superaram os paradigmas de dominação e poderio e não têm qualquer interesse em acumular territórios, posses materiais ou manter subalternos para contornar os impulsos de insegurança trazidos pela morte.
Poucos instantes após acessar o Solar, Zímia estava pronta e equalizada ao novo ponto de atuação. Voltou os olhos para a direção de onde havia surgido e não encontrou qualquer portal. Tampouco estranhou o fato, já que uma vez que não carregava a intenção de Insurgir de onde estava para ir a qualquer outro lugar, não teria como conjurar uma passagem.
Alguns metros à sua esquerda, avistou quatro indivíduos de diferentes espécies se materializarem. Intrigada, olhou ao alto e ao avistar uma nave triangular pairando sobre eles, entendeu: tratava-se de uma caravana intergaláctica de exploradores e pesquisadores retornando de alguma missão, pois aquela nave era da raça Yahyel, uma espécie de quinta dimensão, híbrida de humanoides, com aspectos semelhantes aos Yahloz, porém, com corpos menos sutis, de aparência mais sólida e aura menos luminosa. A pele dos Yahyel é lisa e brilhante e apesar deles não terem pelos, possuem cabelos, mas nunca com grande volume ou comprimento. Um ponto marcante da espécie é que é possível distinguir neles traços femininos e masculinos, porém, esses não carregam relação com o sexo dos indivíduos. Os olhos Yahyel são grandes, luminosos, atraentes e de coloração que varia de acordo com o ambiente e o estado de vibração do indivíduo. As narinas são incrivelmente pequenas, quase rente à estrutura da face, assim como as bocas, que apesar de variarem um pouco mais de acordo com a etnia de cada indivíduo, não chegam a se tornarem traços marcantes nos rostos. Outro ponto de distinção em relação aos Yahloz é o fato de usarem roupas: quase sempre macacões com a mesma cor da pele dos indivíduos recobrindo todo o corpo e sobre os quais, muitas vezes, alguns usam outras roupas e assessórios decorativos, porém, isso é mais comum quando estão em suas orbes natais. Resumindo, pode-se dizer que os Yahloz é a versão evoluída dos Yahyel. Pois suas similaridades se dissolvem nos efeitos que a sutilização causou no aspecto dos Prismazzyans.
.
.
.
.
.
.

Nenhum comentário:
Postar um comentário