terça-feira, 15 de outubro de 2019

Capítulos IV - KAZAXZYM - Parte IV

Abaixo de toda a estrutura do Vydehruz, corre um piso cristalino, todo pontuado por hexagramas de Straduz, chamado de Transytor.  Este piso se ramifica  ainda para além dos contornos do Vydehruz em grandes tentáculos, chamados de Meatuz, que oferece aos indivíduos uma passagem para o centro do Transytor, onde poderão acessar os Ahplanz  superiores. Estabelecendo uma diferença entre o solo comum de uma Dehcymanz comum de passagem e os Meatuz de acesso às Dehcymanz que foram explorada pelas construções de Kazaxzym, há uma mínima alternância de altura e uma grande discrepância na vibração e emissão de luz de cada um dos pisos apresenta, pois se trata, basicamente, de duas frações dimensionais discrepantes. Sendo, então, impossível acessar o Transytor ou qualquer Ahplanz de Kazaxzym sem utilizar o Meatuz como transporte - pois ele atua como um portal entre as Dehcymanz.

Admirar Vydehruz, Cidades, Metrópoles, Centhapur, Andaluzes, Althans - entre tantos outros nomes para o mesmo conceito de uma grande aglomeração de construções e indivíduos num mesmo espaço - é sempre uma distração interessante, independente da raça, espécie ou natureza, principalmente para alguém com o hábito de trafegar entre diferentes planetas, dimensões e corpos celestes. Tornando-se impossível não traçar comparações e identificar pontos de semelhanças arquitetônicas entre as manifestações destes variados conceitos.

Zímia, que constantemente estava fora de sua terra natal provisória (visto que em futuras  investidas ela pode vir a Nascer em corpos de outras espécies, habitante de outros planetas e galáxias, como foi o caso das tantas outras anteriores), gostava de passar algum tempo admirando as construções e paisagens Prismazzyans, porque a ajudava a compreender um pouco do próprio funcionamento cognitivo, já que as características do meio em que o indivíduo encarna costuma carregar informações que refletem o seu estágio energético. Por isso a ocorrência da atração magnética.

Quando a Lumuz observava a nuance de flutuação das construções, os diferentes padrões arquitetônicos, o brilho e a variação de cores e tons emitidos pelas construções formando uma linda dança cromática  e refletindo o padrão energético da maior parte de seus ocupantes,  transformando a paisagem em uma deslumbrante obra de arte, era algo raro de ser encontrado em outros planetas atuando e coexistindo com tanta proximidade e convergência. E sentir as diferenças atuando, uma alimentando as beneficies da outra sem, no entanto, perderem o próprio valor, fazia a essência de Zímia latejar de alegria diante das constatações. E quando a Lumuz  viu seu horizonte tomado pelas dezenas de Ahplanz suportando centenas de Elevatórios monumentais, de estilos distintos entre si, erguidos sob os conceitos de manipulação energética e apropriação tecnológica variantes, apesar de alinhados às mesmas leis de expansão. O intenso tráfego de Indivíduos entre In-surgências, variando entre andares, desaparecendo nos Straduz para voltarem a Surgir em outros pontos e níveis, ela não pôde conter a corrente de contenção por pertencer à uma raça evoluída e habitar um planeta de luz.
.
.
.

.
.
.


Nenhum comentário:

Postar um comentário